24 de abril de 2008

FEVEREIRO DE 2008

*Os diários de Janeiro e Fevereiro, infelizmente foram postados com atraso.
Para compensar, o Diário de abril breve estará postado.

Neste mês, no Rio de Janeiro, foram realizadas várias reuniões com os membros mais atuantes da Associação Projeto de Gente e uma reunião com a finalidade específica de atrair novos associados. Este encontro aconteceu na casa de Sandra de Carvalho e foi de resultado bem satisfatório – embora pudesse, certamente, ser melhor organizado.

Em São Paulo, tivemos dois encontros: com o diretor da Escola Lumiar, Luiz Cláudio Barreto e com Helena Singer. Foi levantada a possibilidade do Projeto de Gente ser apresentado em um seminário sobre experiências alternativas em educação, a ser realizado em Nova Iguaçu (RJ).

Infelizmente. A volta a Cumuruxatiba foi adiada por alguns dias por conta de um problema de saúde de um dos integrantes do Projeto.

O retorno a Cumuruxatiba aconteceu em 04 de março.

Breve novidades!


JANEIRO de 2008

Janeiro, pico do verão, a vila em efervescência. Por um lado, energias circulando; por outro, limites sendo ultrapassados.

Muitas pessoas que vêm de um ano de atividades obrigatórias, impostas, mas que lhes fornece recursos para a sobrevivência cotidiana. Desconectadas – a maioria – de que a vida é para ser vivida, e não sobrevivida, tentam, no tempo das férias e a todo custo, descontar a sensação de mal estar pelo tempo perdido durante o ano e se entregam a um “fazer o que quero” que resulta em outro excesso, também imposto, também compulsório: é preciso “fazer tudo que quero” para voltar, dizendo-se, recarregado e retomar o “ fazer o que não quero, mas...”.

Claro que muita alegria, muito trabalho bem feito e com imensa boa vontade, gente sorrindo, brincando com suas crianças no mar calmo, sob o sol generoso e a brisa fresca, castelos e esculturas na areia, gente namorando, comidinhas deliciosas, bebidas gostosas e divertidas, passeios, caiaques...

Neste clima e ambiente, aconteceu, em 09 de janeiro, a Festa do Projeto de Gente em Cumuru.

Ao entardecer deste dia, arrumamos – adultos e crianças – o cenário da festa na Barraca Porto Belo – já toda enfeitada com chita colorida cobrindo os guarda-sóis e também guarnecendo as mesas. Num cantinho, a “Lojinha do Projeto”, vendendo desenhos e cerâmicas feitos pelas crianças – o slogan era: “estes produtos não têm preço,... você é que faz...” – e também camisetas e botons com o logotipo do Projeto. Pendurado nos coqueiros, a tela do vídeo que seria projetado logo mais. Palco também arrumado e enfeitado para a apresentação da banda A Fábrica da Arte.

Aliás, já cabe aqui nosso agradecimento ao povo d’A Fábrica: Rico Belucio, Paulo Belucio e Márcio Kadá que, ao oferecerem seu belo trabalho, criaram motivação para a festa. Também queremos agradecer à Mayrini, proprietária da Porto Belo, que ofereceu o espaço; além dela, os funcionários da barraca trabalharam fora de seu horário habitual. Muito obrigado! Um agradecimento especial ao Reginaldo, da Barraca Zona Livre, onde a festa aconteceria, a princípio – e que apenas motivos de força maior impediram a concretização do evento em seu espaço.

Pois bem, lá pelas 19:30/20:00h, começou o espetáculo do Curumimbatuque, um grupo de percussão que, nesta ocasião, foi comandado pelo Naruan, filho de Mestre Aldo, o tradicional maestro. Com muita energia, os meninos e meninas fizeram vibrar a atmosfera da festa. Um som que parecia subir das entranhas da terra e tomar conta do espaço. Algumas crianças do Projeto fazem parte do grupo; assim como também da Capoeira do Sul da Bahia, do Mestre Teta, que se apresentou logo depois.

Como o espaço adequado à capoeira fosse pequeno, a roda se organizou com crianças jogando com crianças ou crianças com cuidadosos adultos. Além disso, os mestres tiveram a sensibilidade de “puxar” músicas de infância (Os Escravos de Jô, Atirei o Pau no Gato, por exemplo) no ritmo da capoeira. O som dos atabaques, berimbaus e vozes mantiveram a alta energia que o Curumimbatuque havia trazido. As pessoas, que à esta altura eram muitas, se aproximaram formando a roda e era muito bom observar os sorrisos que surgiam quando as crianças, algumas muito pequeninas, jogavam e brincavam, com seriedade e alegria, dentro do círculo.

Depois, foi a vez do Dema com seu violão, acompanhado de seu sobrinho, com uma flauta doce, se apresentarem. O som suave da flauta do menino, a voz emocionada do adulto, a viola chorando tiveram o efeito de trazer a energia de todos para um patamar mais tranqüilo e contemplativo. Podemos dizer que do Fogo e Terra, passamos a Água e Ar. Uma bela e vital combinação.

A todos estes artistas e artistas-atletas, o nosso profundo agradecimento.

A seguir, foi feita uma apresentação sobre o Projeto de Gente, seus conceitos, suas metas. Esta apresentação foi baseada em três histórias – a lenda do nascimento da Estrela do Mar, a do Centauro Quíron e a do Riozinho que queria alcançar o Mar (brevemente elas estarão no blog; aliás, Quíron já está). A receptividade foi muito boa – olhinhos de crianças e adultos faiscando ao ouvir as histórias. O áudio-visual complementou e encantou a todos.

Para fechar e, na verdade, culminar a festa: a apresentação d’A Fábrica da Arte. Sucesso total, incluindo a chuva que caiu para refrescar todo mundo.

Como resultados objetivos: arrecadamos R$550,00 e estabeleceu-se um ótimo contato que sinalizou a possibilidade de apoio financeiro ao Projeto. Além disso, foi doada a quantia de R$1000,00 pelo grupo do austríaco Herbert .

Com estes recursos o coordenador do Projeto de Gente em Cumuruxatiba pode ir ao Rio de Janeiro e São Paulo. Este movimento, necessário por vários motivos, facilitou a produção de um documento elaborado especificamente para o encaminhamento da possibilidade de patrocínio; foi também possível um contato mais próximo com o pessoal ligado às Escolas Democráticas em São Paulo.



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